2008/09/20
O fim do berlogue
Por esse motivo, devido à falência do Lehman Brothers, à escalada do preço do crude, à desvalorização do Euro em relação ao Dólar, aos árbitros do judo, e ao facto de só estar bem é na caminha, vejo-me obrigado, não sem uma lágrima furtiva no canto do olho, a encerrar o berlogue.
Um grande bem-haja a quem, durante quatro anos, teve a pachorra de seguir estas errantes dissertações, que assistiram a uma multiplicidade de coisas na vida de todos nós, no país e no Mundo.
Muita coisa mudou também na minha vida, no meu corpo (não, não me chamo Anastácia, estejam descansados...) na minha forma de ver as situações, na minha forma de pensar.
E tenho aprendido muito, acho eu...
Aprendi que, às vezes, apesar de parecer que andamos em circulos podemos estar a fazer um percurso em espiral sem nos apercebermos.
Aprendi a relativizar mais tudo o que nos passa pela frente dos olhos, que todas as pequenas tragédias com que nos deparamos no dia-a-dia, por muito grandes que pareçam quando as vivemos, são gotas de água, quando as vemos alguns anos depois.
Aprendi a dar valor ao Sol no Verão, à tranquilidade de uma praia, perdida na costa alentejana, numa tarde de Setembro, ao azul do mar, ao voo das gaivotas, enquanto os puder aproveitar.
Aprendi também que o Aisse Ti, na medida em que contém não sei quantas quilo-calorias por 100 mL, a maior parte das quais são resultado da adição de açúcares, não é lá muito bom para o adipócito, e que o termo "Pleno Addict" não fica lá muito bem...
E aprendi muitas coisas mais, incluindo:
dançar o fandango de olhos vendados, a imitar a Madonna na versão "Esteróide Anabolizante", a não fugir de lojas de mobiliário e decoração como diabo da cruz...
E como não tenho nenhum chavão para encerrar esta coisa, acho que me vou ficar por uma frase de um filósofo Chinês (acho que era Lao Tzu):
"Salvem as baleias!"
PS: Não pensem que me vou embora da blogosfera! Mudei apenas para uma casa nova, aqui.
E vou escrever ao meu ritmo...
Viciado em Aisse Ti
2007/12/18
Massagem de Natal
O presidente da Associação Ajudar a Fátima Felgueiras, o vice-presidente da Associação Libertem o Willy, a Maddie ou um Activista Qualquer Que Está No Corredor Da Morte De Uma Prisão Americana de Alta Segurança, o Embaixador para a Cultura, para as Boas Práticas na Cozinha e para a Prostatite Aguda nas Mulheres da ONU, a União dos Bombeiros da Antárctida e o partido do Tacho agradecem a dádiva de um cêntimo na compra de cada Ferrari, com o logótipo da Popota, vendido em Portugal, no Brasil e nos PALOPS.
Sabemos que tal importância reverterá, sem dúvida, para fazer a alegria de muitas famílias, depois de deduzidos os respectivos impostos.
A todas as pessoas que fazem parte da minha vida, (e também às que não fazem,e às que não querem fazer e que gramam com este berlogue na mesma)
Desejos de Feliz Natal e Próspero Ano Novo
(Para os estrangeiros, Mary Craistmas ande a Hépe Niu Iare)
Iceteaaddict
2007/12/08
2007/11/20
Espaço publicitário
A companhia farmacêutica responsável convidou os srs. Profs. Adam Kay e Suman Biswas para nos falarem um pouco da mesma... Aqui vai o vídeo da comunicação, de apurado conteúdo científico...
2007/11/15
2007/11/12
A minha vizinhança
A pedido de várias famílias, e a fim de aumentar a afluência do berlogue sem registar no gugle nem no yaú nem no altavespa nem em outras coisas do demo como essas (nem sequer o sopapo...), vou começar por vos falar de uma menina muito simpática: a minha vizinha de baixo, a Ritinha.
Esta foto foi tirada pelo o Adilson.
O Adilson é um brasileiro de Pernambuco que veio trabalhar para cá, para uma empresa de cobranças. Faz coisas chatas, como cobrar contas da electricidade, dos telefones, do jogo ilegal, e afins... A foto acima foi tirada por ele, no pleno exercício da sua profissão. Note-se o ar de afronta da moça, coitada, depois de o Adilson lhe ter dito - contou-me ele a mim... - que tinha uma conta de cem euros da EDP para pagar...

Aqui aos oito anos, na praia de Alfornelos. Reparem no cabelinho molhado que parece moreno... Mas não é, é loiro e está molhado.
Se quiserem fazer um close-up na zona nadegueira (eu não fiz, porque sou religioso e não faço essas coisas...), podem ver as impressões digitais do tio Orestes, que, por a menina se ter portado mal, lhe deu - dizem... - tau-tau. O que é curioso é que o tio, por qualquer pretexto, dava tau-tau na menina. Era muito violento, o tio Orestes.

Aos 35 anos, na louca adolescência, após ter pensado que as pastilhas Calgonit eram para mascar...

Mais recentemente, a limpar o pó lá por casa... Esta fotografia foi tirada pela mulher a dias, uma ucraniana chamada Antonyeta Tereshkova, que, ao que parece, se tornou grande amiga da Ritinha.

Mas, porém todavia contudo, a Ritinha nem sempre foi assim, saudável.
Temos aqui o seu retrato com um ano de idade.

Nasceu com uma grave enfermidade, que lhe valeu quase quatro anos em operações.
A doença em questão chama-se "Binite Alérgica".
O seu quadro clínico à nascença era de tal forma exuberante que lhe valeu o olhar de alegria do irmão mais velho, o Tony.

Desde o nascimento, aliás, que a tragédia afectou a família... Consta que o pai, Heraclito de Menezes, bateu com a cabeça. Em consequência, começou a comer espinafres que nem uma frieira, a fumar cachimbo, e desatou a chamar Olívia a um pau de vassoura que tinha lá por casa.

Tolhido pelo desgosto, começou a desprezar a mãe, exigindo o divórcio.
A mãe tinha uma esbelta figura, de tal forma que, na provecta idade de 65 anos, contra todas as expectativas, ganhou o primeiro concurso internacional de sósias da Meriline Morroue de Vale da Burra...

Para terminar, por hoje, deixem-me que apresente os habitantes do apartamento ao lado. São todos sobrinhos do sr. Padre Vasques, que é o padre lá da paróquia. Aliás, devo dizer que as parecenças físicas entre eles são evidentes.

Mas permitam-me que corrija... Eram sobrinhos, porque um dos do meio, o Hassan (em baixo, o segundo a contar da direita), resolveu apanhar o vício de ser bombista suicida, mesmo perante os protestos dos irmãos. Estou mesmo a ouvi-los dizer:
- "Hassan, filho, vai antes para canalizador, como o teu tio, que antes de ir para padre o negócio até lhe estava a correr bem..."
E pronto, por agora é tudo... (esta coisa do Hassan deixou-me demasiado sensibilizado para continuar...)
2007/11/09
Show must go on
Desde que este berlogue nasceu, devo dizer que mudei. Mudei muito. Mudei radicalmente.
(Agora chamo-me Cátia Vanessa... - desculpem, apeteceu-me!)
Vi de tudo... Passei por algumas desventuras mas também tive outras tantas alegrias. Perdi a inocência. Amadureci. (o que não me torna necessariamente maduro-produto acabado, nem me tira o sentido de humor.)
O berlogue, ele mesmo, também mudou. De um formato pseudo-intelectualóide com cheiro a cantiga de intervenção, adoptou um estilo mais descontraído. Tenho a consciência tranquila quanto ao facto de nunca o ter utilizado como arma de arremesso contra quem quer que fosse, a não ser contra o sacana do árbitro que prejudicou o Benfica no Domingo passado...
O self disclosure nunca ultrapassou os limites aceitáveis...
(Já agora, já vos falei da próxima embalagem de papel higiénico que vou comprar? É que não sei se há de ser com desenhos de ursinhos ou com desenhos de flores... É certo que as flores são um bocado amaricadas... O que acham? Já agora, de folha simples ou folha dupla?)
By the way, a utilização de expressões estrangeiras também não. A Associação Portuguesa de Pseudo-Intelectuais cotou este berlogue como "um exemplo da língua de Eça de Queirós, que como bom sportsman, nunca utiliza essa língua hedionda que é o inglês..."
A descontracção também tocou os posts, no início regulares, quase bissemanais, e depois, abraçando a teoria do caos, com uma irregularidade matemática...
Todo este discurso parece um discurso de enterro. Mas não o é. É um discurso de balanço.
Vou continuar a escrever, nem que seja de ano a ano. Aqui ou noutro sítio qualquer, incluindo os processos da minha consulta.
Vou continuar a escrever, porque este berlogue faz parte de mim e vai continuar vivo.
Só peço que não me exijam regularidade. Porque este berlogue nunca foi nem é uma obrigação. Nem uma forma de manipular quem quer que seja. Nem uma forma de auto-promoção. Nem uma catapulta para o estrelato. Nem a porta para a figuração numa novela da TVI.
Acho que já perceberam o discurso.
Já agora, obrigado por terem vindo aqui e terem disponibilizado algum do vosso tempo a ler estas linhas. Voltem sempre. Serão sempre bem-vindos.
Para aqueles de vós que ainda se interrogam se isto será um ponto final, o Assessor de Imprensa do Primeiro Ministro informa que não, e aproveita também para dizer que, por falar nisso, os impostos vão aumentar...
